AOS QUE LÊEM EM SILÊNCIO!

Novembro 25, 2009 por Emerson Leal

Por Washington Araújo

Aos que lêem em silêncio.

Talvez você nem imagine, mas a leitura silenciosa se tornou hábito apenas a partir do século X. É isso mesmo, antes lia-se em voz alta, ler era uma prática socializante… Imagine só a feira que devia ser uma biblioteca da antiguidade!

Com a leitura silenciosa surgia uma nova maneira de sonhar acordado. E uma relação subjetiva do leitor para com o texto. O texto, deixava de ser um meio de se dialogar com o autor.

Os leitores silenciosos fazem questão de pegar o livro, sentir o cheiro do livro, seu peso, apreciar as ilustrações, escrever nele, ou seja dialogar com o texto… o leitura virou um fim em si mesmo – e o autor tornou-se apenas mais uma parte do livro.

Por outro lado, essa nova relação com as letras impediu a censura, a condenação e a interpretação guiada que a leitura em voz alta permite. Foi uma prévia da liberdade de pensamento…

Agora, sendo um blog um espaço de socialização por excelência, e, com o computador impondo uma distância física entre o leitor e o texto… cabe a leitura silenciosa?

Postando, nos expomos à condenação, à censura (politica-corretamente chamada de moderação) e à interpretação guiada… mas, não postar é não-socializar, é não-compatilhar, é não ser “do blog”, é não-usufruir das liberdades de pensamento e de expressão conquistadas. Ora, que sentido tem visitar um blog e não participar?

Participe! Seja “do blog”! Pense e fale livremente! Num blog não existe a relação entre o leitor e o texto.. somos todos autores!

Comenta à vontade aê, rapaziada!

Para ouvir as músicas…

Outubro 19, 2009 por Emerson Leal

Meus caros correspondentes.

Solucionei o problema causado pelo fim do YehPlay, uploadando as gravações aqui postadas no MySpace. O endereço é:

www.myspace.com/emersonleal.

Abraço!

Problemas técnicos / Bafo de pão

Setembro 4, 2009 por Emerson Leal

Me parece que o site onde eu fiz o upload das demos de “A lei de Murphy é inviolável” e “Não sacaneie meu Fusca” (um tal de YehPlay) saiu do ar. Darei um jeito nisso assim que possível.

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“Bafo de pão” é uma música que nasceu por causa de um quadro do programa TV Pirata, que ia ao ar nos anos 80 na Rede Globo.  Tentei achar o quadro no Youtube e não consegui. É assim: um bêbado (Diogo Vilella) pede pra uma madame (Regina Casé, se não me engano) um trocado pra comprar cachaça. E ela diz que não dá, porque imagina que, na verdade, ele vai comprar mesmo é pão. Ele insiste e chega mais perto, até que ela diz: “Sai de perto de mim com  esse bafo de pão!”

Na nossa letra, as coisas mudam um pouco, na verdade a história é um pouco menos absurda. Lá vai:

BAFO DE PÃO

(Emerson Leal / Washington Araújo)

Boa noite, amizade / Por favor, sua atenção / Tô sozinho na cidade / E topei com um ladrão / Me bateu, injuriado / Com a merreca que levou / E eu só peço um trocado / Pra voltar pro interior / Eu não tive aqui ontem / O senhor nunca me viu, patrão / Eu só queria um trocado pra voltar / Sou um pobre cristão / Sou um homem muito honesto / Tenho filho pra criar / Não me envergonho, eu peço / É melhor que roubar / Não me julgue de graça / Na primeira impressão / Eu não tomo cachaça / Esse bafo é de pão / Eu não tive aqui ontem / O senhor nunca me viu, patrão / Eu só que ria um trocado pra voltar / Sou um pobre cristão.

Confira um pouquinho dela, num trecho da gravação do baixo:

Depois, posto de uma vez todas as já mostradas até aqui. Sorry pelo YehPlay. Não se pode confiar em coisas “de graça”. Que o WordPress não me ouça.

Beijos.

A Lei de Murphy é inviolável

Julho 27, 2009 por Emerson Leal

Posto agora uma canção, minha e de Washington Araújo, que concorreu no II Festival Universitário de Música da Bahia (UNIFEST) em 2005 e que ficou, depois de ter vencido as semifinais, na quinta colocação final. Foi executada na Concha Acústica do TCA com batera, baixo, guitarra, guitarra slide e metais – e este é o arranjo que deve ir pro nosso CD. Aqui, apresento-lhes a gravação que está no CD do festival, com um arranjo mais “enxuto”: bateria (Marco Antonio) e baixo, guitarras e voz (eu). Eis a letra:

A LEI DE MURPHY É INVIOLÁVEL ( Emerson Leal / Washington Araújo)

Se há mais de uma maneira / De alguma coisa acontecer / Espere o pior / Pois é assim que vai ser / Prevenidos, relaxados / Na verdade tanto faz / Perante a lei de Murphy somos todos iguais / A lei de Murphy é inviolável / A lei de Murphy é inviolável / A lei de Murphy é inviolável / É inviolável, sim / Tem sempre um otimista / Caindo em contradição / Mas olhe pra mim / Eu não me iludo, não / Vai dar tudo errado / Não conte com a sorte / Pois contra a Lei de Murphy não existe santo forte / A lei de Murphy é inviolável / A lei de Murphy é inviolável / A lei de Murphy é inviolável / É inviolável, sim / Te ensino um ditado / Pra você saber de cor / Nada é tão ruim  / Que não possa ser pior / Os planos pro futuro / Pode desconsiderar / Porque a Lei de Murphy nunca vai expirar!

OUÇA NO MYSPACE!

Depoimento e ensaio: Bilhete de adeus

Julho 20, 2009 por Emerson Leal

Galera,

Finalmente uma sessão de vídeos! O primeiro é um depoimento sensacional do grande batera Marco Antônio Barreto (que já registrou sua primeira visita por aqui num comment), companheirasso neste trabalho que lhes apresento. Começamos a tocar juntos em 2004, quando fiz uma participação na banda Revolver. Ah, um detalhe sobre este depoimento: Marco estava totalmente lúcido! Ei-lo:

O segundo vídeo mostra um ensaio da canção “Bilhete de adeus” (ou “Sandrinha”), somente com bateria, violão e voz  – e metrônomo. Naturalmente não no seu arranjo final, mas serve para que vocês conhecam a canção em seu estado “cru”. Ela foi composta em 2003 para a banda Oda Mae Brown por Washington Araújo, grande parceiro e grande colaborador deste disco e deste blogue, já que fez o favor de adequar este vídeo para que eu pudesse postá-lo. Vai a letra:

BILHETE DE ADEUS (SANDRINHA)

Eu não tinha nenhum tostão / Você não tinha pudor / Eu era seu mundo, então / Você era perfeita pra mim / Só que eu não sei mais quem é você / Ou será que sei muito bem? / Sandrinha / Você nunca teve respeito / Por mim / Quando vem é só pra me usar / E eu não consigo fugir / Qualquer dia você se sai / Amanhã talvez volte aqui / Só que eu não vou estar pra você / Nem vai ter bilhete de adeus / Sandrinha / Você nunca teve respeito / Por mim / Pra você deve ser tão bom / Viver sempre a se gabar / De um bebum que te beija o chão / De um otário pra te bancar / Só que eu não vou estar pra você / Nem vai ter bilhete de adeus / Sandrinha / Você nunca teve respeito / Por mim.

OBS.: Ao contrário do que se imagina, os personagens desta canção são reais apenas no universo da ficção. Qualquer coincidência é mera semelhança. Os nomes não foram trocados, para não proteger ninguém. Enjoy it.

Uma demo

Julho 14, 2009 por Emerson Leal

A partir de agora, postarei aqui algumas demos das canções que estarão no CD.

Aqui vai a canção “Não sacaneie meu Fusca”, premiada no 1° UNIFEST, em 2004. Eis a letra:

NÃO SACANEIE MEU FUSCA (Emerson Leal)

Eu ouvi dizer / Você me chamou de derrotado / Só porque meu carro não é zero / De luxo, importado / Quanto ao meu fusquete / Só eu sei do que ele é capaz / Não tem cabine dupla / Mas mulher, até que cabe demais / Com ele eu vou a qualquer canto / Sem perigo de sequestro / Eu boto 100 na Paralela / Um blues no alto-falante / E trato de esquecer do resto / Não sacaneie meu fusca / Pegue leve, por favor / Não sacaneie meu fusca / Não é seu carro que me leva aonde eu vou / Você não viu / O trato que eu dei no meu carrão / Fiz banco, chaparia / Pintura de verde-limão / Colei no pára-brisa / O velho escudo tricolor / Tem uma dúzia de fitinha do Bomfim / No espelho retrovisor / Com ele eu vou a qualquer canto / Sem perigo de sequestro / Eu boto 100 na Paralela / Um blues no alto-falante / E trato de esquecer do resto / Não sacaneie meu fusca / Pegue leve, por favor / Não sacaneie meu Fusca / Não é seu carro que me leva aonde eu vou.

OUÇA NO MYSPACE!

Algumas fotos

Julho 7, 2009 por Emerson Leal

Microfonando a bateria

Microfonando a bateria

Batera Marco Antônio a postos

Batera a postos

Gravando violão

Gravando violão

Gravando baixo

Gravando baixo

Pedro e as trilhas

Pedro e as trilhas

Sessões realizadas no Estúdio Lado B, em Salvador, entre os dias 30/06 e 03/07/09. Mais detalhes no próximo post…

Pra começar…

Julho 7, 2009 por Emerson Leal

Entre os anos de 2002 e 2005 participei de uma banda chamada Oda Mae Brown que tinha, nos diversos eventos realizados na Universidade Federal da Bahia, os seus palcos mais recorrentes. A banda era composta por Fabrício Mota (guitarra), Washington Araújo (baixo) e Janilton Cerqueira (bateria), além de mim, na voz e na guitarra. Nós tocávamos blues – nossos e alheios. Aliás, as nossas canções eram uns blues muito sem-vergonha (!), cantados em Português…

Em 2004 participamos de um festival universitário em Salvador – o UNIFEST. A canção que apresentamos, intitulada ” Não sacaneie meu Fusca”, ficou em terceiro lugar. No ano seguinte, o mesmo festival passou a contar também com participantes de Universidades do interior da Bahia. Como a banda já estava esfacelada nessa época, eu e Fabrício nos juntamos a nossos amigos músicos Marco Antônio Barreto e Breno Pádua (batera e baixo) para apresentar neste festival uma outra canção do repertório da Oda Mae Brown, chamada “A lei de Murphy é inviolável”, que não ganhou prêmios, ficando em quinto lugar.

Ora, apesar de não conseguirem a votação mais expressiva do júri, as duas canções citadas tiveram uma receptividade muito interessante por parte do público do festival e de onde quer que as tocássemos. Melhor: todo o nosso repertório autoral era, felizmente, muito bem recebido onde quer que nos apresentássemos. Isso fez com que mais tarde eu resolvesse usar as nossas canções para montar o repertório de uma outra banda  – de vida curta – que integrei em 2007, com Adriana Telles e os já citados Breno e Marco Antônio. Esta banda chamava-se Príncipe Cansado.

Pois bem, vim morar no Rio de Janeiro em 2008 e esta última banda também acabou. Mas continua a vontade de não deixar as canções se perderem. Tomei a decisão de gravá-las num álbum, unindo-as a canções mais novas: estou fazendo isto no momento.

Compartilharei aqui com vocês o passo a passo da gravação deste álbum, com fotos, vídos, textos, letras de música, curiosidades, enfim. E claro: contando sempre com as suas sugestões, críticas, elogios, cartas de amor, xingamentos, etc.

Vamos nessa, meu povo?

Abraços!